20 de set de 2010

Meu trabalho pelo Pará

Prefácio do livro “Tempo de Trabalho”, de Jader Barbalho.

 

img022“Minha vida pública começou bem cedo, na companhia de meu pai, Laércio Barbalho. Ao longo de minha carreira, vivi e me envolvi com os acontecimentos políticos e históricos da vida brasileira.

 

Dois anos antes de os militares tomarem o poder – em 1964 – eu já participava das lutas estudantis que viriam a ser a maior forma de resistência ao golpe militar.

 

Fui vereador, deputado estadual, quatro vezes deputado federal, duas vezes governador, duas vezes ministro, presidente do Senado Federal e do Congresso Nacional, presidente regional e nacional do PMDB. Ganhei projeção estadual e nacional.

 

Mas, tudo tem um preço, e o meu foi muito caro. Paguei o preço da inveja, da ignorância, do preconceito, da arrogância, da violência política. Tive de lutar contra os piores sentimentos e ações de grupos, não só locais, mas também os de influência nacional aos quais não me curvei. Lutei e ainda luto contra instituições que estão a serviço de uma seita chamada Mídia. Instituições que deveriam ter, exclusivamente, a responsabilidade de representar a sociedade na administração da Justiça, estão a serviço do escândalo noticioso e, ao lado de parte da imprensa, vivem de destruir biografias e aviltar cidadãos, como carrascos do atraso, da cegueira política e da estreiteza de caráter. São os fariseus de hoje.

 

De nada me arrependo. Das noites sem dormir, dos desafios aos poderosos, dos problemas de toda sorte. Nem de toda a perseguição e violência de que fui vítima, porque jamais procurei o consenso da minoria da minoria. A busca do homem público é sempre pelo julgamento e bem-estar da maioria da maioria. Isso eu consegui. Consegui a confiança e a solidariedade do povo do meu Estado. Sou uma liderança feita na luta e com experiência; um dos políticos mais influentes do Brasil, segundo o Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (DIAP), a entidade que elege os “cabeças” do Congresso Nacional.

 

Há um ano, resolvi escrever no Jornal Diário do Pará, para falar sobre meu trabalho e também contribuir com o debate sobre os problemas do dia-a-dia da população. Este livro reúne os artigos publicados, além de fotos e reportagens de jornais sobre a minha vida pública. Aqui está parte do meu trabalho que apresento aos paraenses, na minha caminhada rumo ao Senado Federal. Ofereço minha história para ser analisada e comparada. Tenho certeza de que sou um candidato com experiência, conhecimento, capacidade de articulação e respeito no cenário nacional e isso é muito importante na hora de arregimentar votos e apoio para programas e projetos em favor do desenvolvimento do Pará e da Amazônia.

 

Ao povo que sempre me apoiou eu agradeço o crédito, a amizade e a honra de ter me tornado o político da história paraense com mais tempo de vida pública. Esse é o lado bom, o que me faz melhor, me deixa feliz. Lutei e tudo fiz pelo Pará – a minha pátria – o lugar dos meus primeiros passos e, com certeza, onde vou encerrar minha vida pública.”

16 de set de 2010

Carta de demissão de Erenice Guerra

"Senhor Presidente,

 

Nos últimos dias fui surpreendida por uma série de matérias veiculadas por alguns órgãos da imprensa contendo acusações que envolvem familiares meus e ex-servidor lotado nesta Pasta.

 

Tenho respondido uma a uma, buscando esclarecer o que se publica e, principalmente, a verdade dos fatos, defrontando-me com toda sorte de afirmações, ilações ou mentiras que visam desacreditar meu trabalho e atingir o governo ao qual sirvo.

 

Não posso, não devo e nem quero furtar-me à tarefa de esclarecer todas essas acusações e nem posso deixar qualquer dúvida pairando acerca da minha honradez e da seriedade com o qual me porto no serviço público. Nada fiz ou permiti que se fizesse, ao longo de 30 anos da minha trajetória pública, que não tenha sido no estrito cumprimento de meus deveres.

 

Prova irrefutável dessa minhas postura é que já solicitei à Comissão de Ética a abertura de procedimento para esclarecimento dos fatos aleivosamente contra mim levantados, à Controladoria-Geral da União a auditagem dos atos relativos à ANAC, dos Correios e da contratação de parecer jurídico da EPE, além de solicitar ao Ministério da Justiça a abertura dos procedimentos que se fizerem necessários no âmbito daquela Pasta para também esclarece os citados fatos.

 

No entanto, mesmo com todas essas medidas por mim adotadas, inclusive com a abertura dos meus sigilos telefônico, bancário e fiscal, a sórdida campanha para desconstituição da minha imagem, do meu trabalho e da minha família continuou implacável. Não apresentam uma única prova sobre minha participação em qualquer dos pretensos atos levianamente questionados, mas mesmo assim estampam diariamente manchetes cujo único objetivo é criar e alimentar artificialmente um clima de escândalo. Não conhecem limites.

 

Senhor Presidente, por ter formação cristã não desejo nem para o pior dos meus inimigos que ele venha a passar por uma campanha de desqualificação como a que se desencandeou contra mim e minha família. As paixões eleitorais não podem justificar esse vale-tudo.

 

Preciso agora de paz e tempo para defender a mim e a minha família, fazendo com que a verdade prevaleça, o que se torna incompatível com a carga de trabalho que tenho a honra de desempenhar na Casa Civil.

 

Por isso, agradecendo a confiança de Vossa Excelência ao designar-me para a honrosa função de Ministra-Chefe da Casa Civil da Presidência da República, solicito, em caráter irrevogável, que aceite meu pedido de demissão.

 

Cabe-me daqui por diante, a missão de lutar para que a verdade dos fatos seja restabelecida.

 

Brasília, 16 de setembro de 2010

 

Erenice Guerra"